sexta-feira, 23 de abril de 2021

PRESBÍTERO e Suas Atribuições

INTRODUÇÃO
No início da Igreja do primeiro século havia líderes que orientavam os crentes quanto ao Evangelho, bem como à organização e desenvolvimento da igreja local. O Evangelho frutificou na vida das pessoas, e por isso, surgiam cada vez mais novos crentes. Foi necessário, a fim de garantir o discipulado integral da nova pessoa em Cristo, separar crentes idôneos e maduros na fé para cuidarem desse precioso rebanho. Assim, os apóstolos de Cristo passaram a estabelecer presbíteros para zelar pela administração e a vida espiritual da igreja local.
I. A ESCOLHA DOS PRESBÍTEROS NO INÍCIO DA IGREJA 

1. Significado da função. De acordo com a Bíblia de Estudo Palavras-Chave, o termo “presbítero” (do gr. presbyteros) é uma forma comparativa da palavra grega ‘presbys’, “pessoa mais velha”. Como substantivo, e no emprego dos judeus e cristãos, “presbítero” é um título de dignidade dos indivíduos experientes e de idade madura que formavam o governo da igreja local. É um sinônimo de bispo (gr. episkopos, supervisor); de professor (gr. didaskolos); e de pastor (gr. poimēn).

2. A liderança local. O apóstolo Paulo cuidou de organizar a administração das igrejas locais por onde as plantava, separando um grupo de obreiros para tal trabalho. Quando escreve ao seu discípulo, o jovem Tito, Paulo o instrui a estabelecer presbíteros em diversos lugares, de cidade em cidade (Tt 1.4,5,7). Está claro, assim, o aspecto pastoral da função exercida pelos presbíteros nas comunidades cristãs antigas.

3. As qualificações. Em o Novo Testamento, as referências aos presbíteros encontram-se no plural: “presbíteros”, “bispos” ou “anciãos” (At 11.30; 15.2,4,6; 20.17; Tg 5.14; 1Pe 5.1). Como a liderança local era formada por um grupo de irmãos experientes na fé para cuidarem da igreja, a função dos presbíteros era pastoral. Portanto, o presbítero é um pastor, um apascentador de ovelhas! A Palavra de Deus expressa qualificações bem objetivas para o exercício fiel dessa função. Tais qualificações estão descritas em Tito 1.6-9 para presbítero, assim como em 1 Timóteo 3.1-7 para “bispo”, denotando o aspecto sinonímico dos dois termos. Uma leitura atenta das duas listas indica a importância da função e como as igrejas não podem descuidar-se quando da ordenação de pessoas para servi-la. O bom conselho do apóstolo Paulo ainda é a maneira mais segura para se separar obreiros.
II. A IMPORTÂNCIA DO PRESBITÉRIO

1. Significado do termo. “Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (1Tm 4.14). Foi dessa forma que o apóstolo Paulo lembrou Timóteo, aconselhando-o acerca do reconhecimento do ministério do jovem pastor pelo conselho de obreiros. O Novo Testamento classifica esse corpo de obreiro de “presbitério” (gr. presbyterion, substantivo de presbítero, um conselho formado por anciãos da igreja cristã).

2. A atuação do presbitério. No Concílio de Jerusalém, em relação às sérias questões étnicas e eclesiásticas que podiam comprometer a expansão da igreja, os apóstolos e os anciãos (presbíteros) foram chamados para debater e legislar sobre o assunto (At 15.2,6,9-11). Em seguida, os presbíteros foram enviados à Antioquia para orientar os irmãos sobre a resolução dos problemas que perturbavam os novos convertidos: “E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16.4).

3. A valorização do presbitério. O presbitério deve ser valorizado, pois desde os primórdios da Igreja cristã, a sua existência tem fundamento na Palavra de Deus. O rebanho do Senhor será ainda mais bem atendido se o presbitério das nossas igrejas for preparado para uma atuação mais efetiva no governo da igreja e no ministério de ensino, tal como instruiu o apóstolo Paulo: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (1Tm 5.17). O presbitério é de vital importância ao desenvolvimento das igrejas locais e ao bom ordenamento do Corpo de Cristo.
III. OS DEVERES DO PRESBITÉRIO
A Bíblia lista pelo menos cinco deveres e obrigações de um presbítero:

1. Os presbíteros ajudam a resolver conflitos na igreja. "Então alguns que tinham descido da Judeia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão" (Atos 15:1-2). A questão foi levantada e fortemente argumentada, sendo levada em seguida aos apóstolos e presbíteros para uma decisão. Esta passagem ensina que os presbíteros se posicionam em solução de problemas.

2) Eles oram pelos enfermos. "Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor" (Tiago 5:14). Um presbítero biblicamente qualificado tem uma vida piedosa, e "a súplica de um justo pode muito na sua atuação" (Tiago 5:16). Uma das necessidades desse campo é orar para que a vontade do Senhor seja feita, e espera-se que os presbíteros façam isso.

3) Eles devem apascentar a igreja com humildade. "Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória" (1 Pedro 5:1-4). Os presbíteros são líderes designados por Deus para a igreja; o rebanho é confiado a eles. Esses homens não devem liderar para o ganho financeiro, mas por causa de seu desejo de servir e pastorear o rebanho.

4) Eles devem proteger a vida espiritual do rebanho. "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (Hebreus 13:17) . Este versículo não diz especificamente "presbíteros", mas o contexto trata dos líderes da igreja. Eles são responsáveis pela vida espiritual da igreja.

5) Eles devem passar seu tempo em oração e ensino da Palavra. "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra" (Atos 6:2-4). Isto se refere aos apóstolos, mas podemos ver em 1 Pedro 5:1 que Pedro era tanto um apóstolo quanto um ancião. Este versículo nos mostra também a diferença entre as funções de presbítero e diácono.

Portanto, presbitério é aquele separado para lidar com questões espirituais numa congregação: oração envolvendo unção com óleo, ministrar ceia em residências, preservar o ensino bíblico em EBD, promover ensinamentos sobre família, Espírito Santo, dons espirituais, etc. 

Simplificando, os anciãos devem ser pacificadores, guerreiros de oração, mestres, líderes por exemplo e tomadores de decisões. Eles são os líderes de pregação e ensino da igreja. É uma posição a ser buscada e levada bastante a sério -- leia este aviso: "Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo" (Tiago 3:1).

IV. REQUISITOS QUE DEVEM SEE LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO AO PRESBITÉRIO
Baseado no estatuto de uma certa Assembleia de Deus aqui no Brasil o  candidato a PRESBÍTERO deverá: 

I. Preencher os requisitos bíblicos estabelecidos em Tito 1. 5-9; 
II. Ter 5 anos de membro efetivo; 
III. Ser casado, e sua esposa pertencer a mesma igreja; 
IV. Estar ativo no trabalho do Senhor; 
V. Possuir curso Bíblico Teológico Médio ou Básico reconhecido pelo Conselho de Educação Religiosa da Igreja ou Convenção; 
VI. Ser fiel dizimista, fiel à Igreja e fiel a seu Pastor; 
VII. Vida santificada e consagrada ao Senhor; 
VIII. Certidões Negativas da Justiça Cível e Criminal; e, 
IX. Documentos pessoais exigidos pela secretaria da COMADECE - CPF, RG, Comprovante de Residência, foto 3x4 com paletó e gravata e Certidão de Casamento.

CONCLUSÃO
Vimos que os termos presbítero, bispo e pastor são sinônimos. Os presbíteros, ou bispos, sempre formaram um corpo de obreiros com a finalidade de contribuir para a edificação da igreja local. Eles exercem uma função pastoral. Nas Assembleias de Deus no Brasil, os presbíteros exercem este serviço, pastoreando as congregações. Eles ainda cuidam da execução das principais tarefas da Igreja dando destaque ao ensino da Palavra. Portanto, esses obreiros precisam ser bem selecionados e valorizados pela igreja local.
Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista. 

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terça-feira, 20 de abril de 2021

O DIÁCONO E SUAS ATRIBUIÇÕES

DIÁCONO E SUAS ATRIBUIÇÕES

I. A NECESSIDADE DO OFÍCIO DIACONAL NA IGREJA

Se Deus estabeleceu este ofício assistencial na igreja foi porque é, de fato, necessário à preservação e desenvolvimento do corpo de Cristo. A igreja visível precisa, portanto do ofício diaconal; e do bom exercício dessa função depende não apenas o bem-estar do corpo e a ordem do culto, como também o bom exercício do ofício pastoral (tanto nas funções de governo, como na de ensino). Pois se os diáconos exercerem com dedicação as suas funções, livrarão os obreiros da igreja, como também seu pastor, de muitas tarefas que podem prejudicar o exercício das funções específicas de supervisão espiritual e ensino da Palavra.
II. AS TAREFAS DIACONAIS SÃO INÚMERAS NUMA IGREJA LOCAL:

(1) NA ÁREA DA MANUTENÇÃO

a) O templo. Há diversas tarefas relacionadas ao acompanhamento das obras de construção, reparos, manutenção, concertos, iluminação, ventilação, limpeza e transporte de cadeiras, etc. Todas elas são de competência dos diáconos.

É atribuição do diácono fazer:
► Reparos de rebocos/emboçar
 ► Pinturas 
► Troca de lâmpadas, telhas, forro, cerâmicas, etc.
► Serviços elétricos, hidráulicos, de zeladoria e outros.

b) Os móveis e utensílios. 
Estes objetos devem ser vistos como santos (separados) ao Senhor. Os diáconos devem zelar por estes sempre. Para isso os diáconos também podem e devem agir como guarda de patrimônio na igreja local não permitindo que crianças risquem paredes ou poltronas, brinquem com os instrumentos musicais, etc. 

O diácono deve providenciar conserto e limpeza de ventiladores ou ar-condicionados, cadeiras, bancos ou poltronas, equipamentos de som como guitarras, contra baixo, teclado, bateria, etc. O bom diácono cuida do som da igreja. 

(2) NA FILANTROPIA

Com relação ao verdadeiro templo do Espírito na nova dispensação, que são os membros e congregados da igreja local, muita coisa pode ser feita para minorar as aflições e angústias dos irmãos enfermos, necessitados e desempregados. Afinal, Cristo morreu por eles, e não é muito, portanto, mas um privilégio poder servir ao corpo de Cristo.

Portanto, cabe ao diácono ajudar na:
► Visita aos enfermos no sentindo de saber e ajudar em suas necessidades. Ao tomar conhecimento das respectivas necessidades, seja de comida, medicamentos, atraso de contas, etc., deve-se, imediatamente levar ao conhecimento da administração que designará a pessoa habilitada e designada para tal suprimento.
► O diácono deve procurar levantar meios de se fazerem cestas básicas afim de suprir as necessidades dos mais desamparados na congregação.

(3) NA ORDEM E DECÊNCIA NO CULTO PÚBLICO

É preciso que os diáconos estejam sempre presentes nas reuniões da igreja, que sejam os primeiros a chegarem e os últimos a sairem para verificarem se tudo está em ordem, que estejam sempre atentos para impedir quaisquer problemas que venham a prejudicar a atenção no culto: providenciar cadeiras, iluminação, evitar o choro ou movimentação de crianças, e mesmo a desatenção e movimentação desnecessária de adultos.

Estas tarefas não precisam e não devem ser todas realizadas pessoalmente pelos diáconos. Eles podem e devem distribuir com a congregação de modo geral, de acordo com a capacidade, habilidades e dons de cada membro, o privilégio do serviço mútuo. A beleza dos jovens está na sua força: usem-nos. Mulheres são auxiliadoras natas; a virtude dos mais idosos está na sabedoria: recorram a eles. E o corpo de Cristo que aqui se congrega crescerá segundo Deus, através do exercício mútuo dos ofícios e dons de cada um de nós, para a Sua glória.

a) Como Porteiros
O ministério de porteiro é uma parte vital de qualquer ministério da igreja. Estes representam a Igreja de uma forma muito visível, e ajudam a definir o tom em preparação para o serviço de adoração, bem como a assistência com o bom funcionamento dentro do serviço.

1. Vista-se apropriadamente para o serviço.
2. Lembre-se você está na "linha de frente", portanto você será uma das primeiras impressões da sua igreja. 
3. Chegando um visitante com criança dê indicações para salas de infantil.
4. Auxilie os visitantes a chegarem aos seus lugares. Nunca os deixe à procura de um lugar para sentar.
5. Esteja na igreja local, pelo menos 30 minutos antes do início do culto, para verificar se o local está pronto para receber a todos. 
6. Se não conseguir cumprir o programado, encontre um substituto.
7. Saiba o que está acontecendo aos arredores. Verifique bêbados, baderneiros, ladrões, etc. Esteja alerta em todos os momentos.
8. Evite longas conversas com quem chega ou até mesmo com seu colega de portaria.
9. Abra os portões, portas, janelas, ligue a iluminação, deixe tudo na frente do templo aberta para quem passar perceber que haverá culto.
10. Seja o último a sair. Não saia sem antes fechar portas, portões, janelas, desligar som. Se perceber que seu pastor ou outro alguém ainda ficará no templo, informe-os que precisará ir embora, mas NÃO SAIA sem antes fechar tudo.
11. Explique à sua família sobre suas responsabilidades e atribuições para que eles tenham paciência em lhe esperar. 

b) Como Zeladores

1. Entender a zeladoria como um ministério tão importante como os demais desenvolvidos na igreja, pois se trata do cuidado e zelo para com a casa de Deus. Esse deve ser o primeiro passo do obreiro.

2. Manter sempre apresentáveis as dependências da igreja, no que se refira à limpeza e arrumação de todos os seus componentes; Apresentar, para discussão, suas ponderações, reclamações ou sugestões a respeito de seu trabalho apenas à administração.

3. Cuidar, junto ao departamento respectivo, pela manutenção em boas condições, do jardim, flores, vasos, plantas e instrumentos outros de ornamentação ou decoração.

4. Fazer uma limpeza absoluta de todas as dependências tais como calçada, piso do templo, poltronas, corredores laterais, banheiros (colocar papel higiênico), etc.

III. REQUISITOS PARA DIÁCONOS E DIACONISAS 

É claro que cada igreja têm suas normas internas bem como seus critérios para as funções da mesma. Todavia, apresento aqui, somente a título de ajuda algumas sugestões ou requisito que se deveria levar em consideração para a escolha de diáconos. 

1. Preencher os requisitos bíblicos estabelecidos em Atos 6;
2. Ser indicado pelo Pastor Dirigente ou do Campo, depois apreciado e aprovado pela congregação;
3. Se casado, sua esposa ou marido deve pertencer a mesma congregação;
4. Ser fiel dizimista, fiel à Igreja e fiel a seu Pastor;
5. Vida santificada e consagrada ao Senhor;
6. O exercício da função de Diácono ou Diaconisa terá a duração de 12 (doze) meses, podendo ser renovado por igual período depois de se ver seu desempenho tendo êxito e suas obrigações sendo cumpridas;
7. Certidões Negativas da Justiça Cível e Criminal; e,
Documentos pessoais exigidos pela secretaria da igreja - CPF, RG, Comprovante de Residência, foto 3x4 com paletó e gravata e Certidão de Casamento (se casado(a)).

Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista. 
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

PODE UM CRISTÃO USAR BARBA?

É PECADO USAR BARBA SIM. JOSÉ BARBEOU-SE.

Vi essa afirmação e achei um tanto exagerada rsrsrs.

Eu não uso barba. Primeiro porque não nasce barba cheia em mim. Segundo porqu
e não gosto mesmo.

Vamos entender melhor então.

Para os israelitas a barba era a manifestação de de alegria e felicidade. Por isso, quando eles eram capturados, seus inimigos cortavam-lhe a barba como sinal de humilhação. Até Jesus usava barba!

Já para os egípcios (vide o caso de José).
Dentro do contexto local, o Egito era dominado pelos hicsos e os faraós daquele tempo usavam barbas compridas, por ser um costume hicso e também porque a barba dentro daquela cultura, era sinal de grandeza e autoridade naquele tempo. O plebeu seja ele egipcio ou hicso jamais poderia usar barba, pois ele não era uma autoridade.
Por este motivo, que José se barbeou para não transparecer que ele queria disputar com Faraó em autoridade, até porque, haja vista, embora José tinha barba, mas não possuía nenhuma autoridade naquele momento, então nada melhor do que ele se barbear já que estava indo se apresentar a alguém com muita autoridade! Em suma, se José não tivesse se barbeado ele teria sido mal interpretado e muitos poderiam pensar que ele estava querendo se igualar a Faraó!

Só isso. Nada mais que isso. Portanto se você gosta de sua barba, use-a. Se não gosta, assim como eu, tire-a.

Agora, se você é membro de uma denominação que trata o uso da barba como proibitivo o melhor a se fazer é observar as normas de sua igreja acatando-as para não gerar conflito e você seja interpretado como um rebelde ou coisa do tipo.

Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da COMADECE e CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO - Auxilio Para Pregadores


A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO

INTRODUÇÃO - A Bíblia é o único livro em todo mundo credenciado por Deus a revelar os acontecimentos futuros, exatamente porque se trata de um livro escrito sob a inspiração divina do Espírito Santo e somente Deus tem domínio completo e conhecimento de todo o futuro, incluindo a eternidade. Da Bíblia tiraremos então algumas importantes informações acerca do Arrebatamento da Igreja.

I – QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO “SEGUNDA VINDA DE CRISTO”?

Como Jesus já veio ao mundo uma vez, onde cumpriu o que estava predito nas Escrituras, virá segunda vez. 

A segunda vinda de Cristo é um evento duplo. Devemos saber distinguir os dois aspectos da segunda vinda. O tempo entre o arrebatamento da Igreja e a volta visível de Cristo. A distinção entre a vinda ‘até’ às nuvens (I Ts 4.16,17) e a vinda ‘com’ as nuvens (Ap 1.7).

Primeiramente Ele virá para:
► Ressuscitar e levar a todos quantos morreram salvos, bem como aqueles que, ainda vivos, estiverem preparados, como ensina a palavra de Deus. A isso chamamos de arrebatamento.
► Depois haverá sua segunda e definitiva fase após o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro (assuntos que serão tradados posteriormente). Se comparado com tempo aqui na terra o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro correspondem a um período de apenas sete anos, mas na verdade em sua realização literal será um período imenso, pois não serão contados dias ou meses ou anos, posto que esses acontecimentos ocorrerão dentro de uma dimensão espiritual, que não está sujeita às limitações do tempo. Mas tendo se passado esses  7 anos em que Jesus estará com aqueles que foram levados, então Ele virá novamente à Terra. Esta é a segunda fase de volta de Cristo.

II – DIFERENÇAS ENTRE A VINDA DE CRISTO PARA O ARREBATAMENTO E A VINDA DE CRISTO COM PODER E GRANDE GLÓRIA


(1) No Arrebatamento, os crentes vão se encontrar com o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:17) para participarem do Tribunal de Cristo e, posteriormente serão levados ao Céu para participarem das Bodas do Cordeiro (assuntos que serão tradados posteriormente).  Já na Segunda Etapa de Sua Vinda, os crentes vão retornar com o Senhor à terra (Apocalipse 19:14) para implantar o Milênio (assunto que será tradado em separado).
 
(2) O arrebatamento ocorre antes da Grande Tribulação (1 Tessalonicenses 5:9; Apocalipse 3:10). Já a Segunda Etapa de Sua Vinda ocorre depois do grande e horrível período da Tribulação (Apocalipse capítulos 6-19).
 
(3) O Arrebatamento é a remoção dos crentes da terra como um ato de libertação  definitiva (1 Tessalonicenses 4:13-17; 5:9). A Segunda Etapa de Sua Vinda inclui a remoção dos incrédulos como um ato de julgamento definitivo (Mateus 24:40-41).

(4) O Arrebatamento vai ser “secreto” e instantâneo, será como “um piscar de olhos”, “como a chegada de um ladrão”, “como um relâmpago que sai do oriente e se mostra imediatamente no ocidente” (1 Coríntios 15:50-54). A Segunda Etapa de Sua Vinda vai ser visível a todos, de forma “que todo olho O verá”. (Apocalipse 1:7; Mateus 24:29-30).

III – FATOS PROEMINENTES QUE ACONTECERÃO NO MOMENTO DO ARREBATAMENTO

1. Haverá a ressurreição dos justos.

(A) Atente que eu disse ressurreição dos JUSTOS e não de todos os mortos, pois os ímpios mortos só haverão de ressuscitar no dia do Juízo Final.
    
(B) Há, na Bíblia, duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos, havendo um intervalo de mil anos entre elas (Dn 12.2; Jo 5.28,29; Ap 20.5).

(C) Como ressuscitam os mortos? Em que corpo vêm?
Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Para eles, após a morte, a alma continua, mas o corpo acaba-se definitivamente.  Os filósofos epicureus, por sua vez, também acreditavam que a morte tinha a última palavra e punha fim à carreira humana. A igreja de Corinto, influenciada pela cultura grega, estava vivendo uma crise de fé, pensando que os mortos em Cristo não tinham esperança de ressurreição. Para esclarecer esse ponto, Paulo escreveu o robusto capítulo 15 na primeira carta aos corintos, mostrando que a ressurreição é um fato incontroverso a começar pela de Cristo (15.1-11), uma verdade essencial da fé cristã (15.12-19). 
Vamos tratar aqui da natureza da ressurreição. Uma pergunta foi feita naquela época e ainda é feita hoje: “Como ressuscitam os mortos? Em que corpo vêm?” (15.35). Para responder a essa pergunta, Paulo usa três figuras: a figura da semente (15.36-38), a figura da carne (15.39) e a figura dos astros (15.40,41). Limitar-nos-emos à figura da semente. O corpo é como uma semente, que ao morrer e ser sepultado, é semeado no ventre da terra, mas ao ressurgir, embora mantenha a mesma identidade, será um corpo totalmente novo. Ao mesmo tempo que há continuidade, há, também, descontinuidade. Vejamos:
Em primeiro lugar, semeia-se na corrupção, ressuscita-se na incorrupção (15.42). Nosso corpo hoje nasce, cresce, envelhece e morre. O tempo vai esculpindo em nosso corpo rugas indisfarçáveis. Ficamos cansados, doentes. Nosso corpo está sujeito às fraquezas e doenças. É surrado pelas intempéries do tempo e pela ação das enfermidades. Mas, o corpo da ressurreição não estará mais sujeito à corruptibilidade, ou seja, jamais ficará cansado, enfermo ou senil. Será um corpo perfeito, sem defeito, com absoluto vigor.
Em segundo lugar, semeia-se em desonra, ressuscita-se em glória (15.42). Nosso corpo hoje é escravizado por pecados, vícios e mazelas de toda sorte. Sofre o golpe da nossa insensatez e recebe a paga do nosso pecado. Nosso corpo fica desfigurado pela iniquidade, abatido pela doença e sem qualquer beleza ou fulgor por causa do peso dos anos que nos esmaga. Porém, o corpo da ressurreição brilhará como as estrelas no firmamento. Jamais ficará envelhecido ou cansado. Será um corpo semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus (Fp 3.21).



Em terceiro lugar, semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder (15.43). Nosso corpo tem muitas fraquezas. Temos limitações intransponíveis. Todavia, o corpo da ressurreição será um corpo poderoso. Não terá limitações. Quando Jesus ressuscitou e recebeu um corpo de glória, ele entrava numa casa fechada sem precisar abrir a porta. Ele saía de Jerusalém e aparecia na Galileia sem precisar percorrer essa longa distância. Ele foi assunto aos céus entre nuvens. Assim será o corpo que recebemos na ressurreição, um corpo poderoso!
Em quarto lugar, semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual (15.44). O nosso corpo foi feito do pó, é pó e voltará ao pó. Nosso corpo é terreno e não pode sobreviver senão nesse ambiente. Porém, o corpo da ressurreição será um corpo espiritual e celestial, completamente governado pelo nosso espírito glorificado. Então, habitaremos os novos céus e a nova terra. Reinaremos com Cristo e o serviremos pelo desdobrar da eternidade. Assim como no corpo terreno trazemos a imagem do primeiro Adão, em nosso corpo espiritual traremos a imagem de Jesus, o segundo Adão, a imagem do celestial. Oh, quão belo, quão perfeito e quão glorioso será o nosso corpo! Assim nem ao pecado estaremos mais sujeitos, pois toda nossa natureza será literal e tremendamente transformada.
2. Os salvos, que estiverem  vivos no momento do arrebatamentos, literalmente desaparecerão da terra.
No dia do arrebatamento acontecerão grandes acidentes - Carros desgovernados, aviões, trens, metrôs, fogões ficarão acesos, tudo o que tem controle do homem estará sem controle se a pessoa que a dirigia era um crente salvo, pois este desaparecerá da terra e subirá ao encontro do Senhor Jesus Cristo que estará nos ares (1 Tessalonicenses 4.17). Vale salientar que estes também passarão pelo processo da transformação do corpo, a mesma ocorrida na ressurreição dos mortos em Cristo.
                                     
Observação: Após o arrebatamento a igreja será levada em algum lugar reservado nos ares para participar do Tribunal de Cristo. Em seguida será leva ao Ceú, habitação do Pai, para participar da celebração das Bodas do Cordeiro. Para mais explicações sobre esses e outros assuntos como A Grande Tribulação, O Milênio, O Juizo Final e etc., adquira a apostila “Os 7 Acontecimentos do Futuro” com o Pr. Davi Silva de Oliveira.


IV – SINAIS QUE COMPROVAM QUE O ARREBATAMENTO DA IGREJA ESTÁ PRESTE A ACONTECER

1. Sinais na esfera RELIGIOSA (Mateus 24)

a) A tribulação (9,10)
Embora creia que igreja NÃO passará pela Grande Tribulação (mas respeito a opinião dos divergem sobre esse assunto) tenho a consciência que ela haverá de enfrentar, antes do arrebatamento, tempos de angústia e dor.
A perseguição religiosa (v. 9,10) tem estado presente em toda a história: os judaizantes, os romanos, a intolerância romana, os governos totalitários, o nazismo, o comunismo, o islamismo, as religiões extremistas. No século vinte tivemos o maior número de mártires da história. Creio que por meio do sistema politico a igreja passará por grades perseguições e aflições.

b) A apostasia (v. 4,5,23-26)
É significativo que o primeiro sinal que Cristo apontou para a sua segunda vinda tenha sido o surgimento de falsos messias, falsos profetas, falsos cristãos, falsos ministros, falsos irmãos, pregando e promovendo um falso evangelho nos últimos dias. Cristo declarou que um falso cristianismo vai marcar os últimos dias. Estamos vendo o ressurgimento do antigo gnosticismo, de um novo evangelho, de um outro evangelho, de um falso evangelho nestes dias.

A segunda vinda será precedida por um abandono da fé verdadeira. Eu não disse que será de abandono à igreja, mas sim de abandono à fé cristã e seus verdadeiros ensinos. O engano religioso vai estar em alta. Novas seitas, novas igrejas, novas doutrinas se multiplicarão. Haverá falsos profetas, falsos cristos, falsas doutrinas e falsos milagres.
Vivemos hoje a explosão da falsa religião. O Islamismo domina mais de um bilhão de pessoas. O Catolicismo Romano também tem um bilhão de seguidores. O Espiritismo Kardecista e os cultos afro-brasileiros proliferam-se. As grandes religiões orientais: Budismo, Hinduísmo mantém milhões de pessoas num berço de cegueira espiritual.
As seitas orientais e ocidentais têm florescido com grande força. Os desvios teológicos são graves: Liberalismo, Misticismo, Sincretismo. Grandes seminários que formaram teólogos e missionários hoje estão vendidos aos liberais. Muitas igrejas históricas já se renderam ao liberalismo. Há igrejas mortas na Europa, na América e no Brasil, vitimadas pelo liberalismo. 

c) A depravação moral (v. 12)
A iniqüidade vai se multiplicar e o amor esfriar. O mundo vai estar sem referência, perdido, confuso, sem balizas morais, sem norte ético. Vai existir a desintegração da família, a falência das instituições, o colapso dos valores morais e espirituais. 
A corrupção moral está presente nas cortes. As instituições estão desacreditadas. Os parlamentos estão sem autoridade moral. A corrupção religiosa é alarmante. O sagrado está sendo vendido.
A depravação moral pode ser vista:
a) Revolução sexual – homossexualismo, infidelidade, falta de freios morais.
b) Rendição às drogas – juventude chafurdada no atoleiro químico.
c) Dissolução da família – divórcio do cônjuge e dos filhos.
d) Violência urbana – As cidades tornaram-se campo de barbárie.
e) A solidão – No século da comunicação e da rapidez dos transportes, as pessoas estão morrendo de solidão, na janela virtual do mundo, a Internet.

2. Outros Sinais

a) As guerras (v. 6,7)

Desde 1945, após a segunda guerra mundial, o número de guerras tem aumentado vertiginosamente. Registra-se mais de 300 guerras desde então, na formação de nações emergentes e na queda de antigos impérios. A despeito dos milhares de tratados de paz, os últimos cem anos foram denominados do ‘século da guerra’. Nos últimos cem anos já morreram mais de 200 milhões de pessoas nas guerras.
Segundo pesquisa do Reshaping International Order Report quase 50% de todos os cientistas do mundo (500.000) estão trabalhando em pesquisas de armas de destruição. Quase 40% dos recursos das nações são colocadas na pesquisa e fabricação de armas. Falamos de paz, mas gastamos com a guerra. Gastamos mais de um trilhão de dólares por ano em armas e guerras. Poderíamos resolver o problema da fome, do saneamento básico, da saúde pública e da moradia do terceiro mundo com esse dinheiro.
O mundo está encharcado de sangue. Houve mais tempo de guerra do que de paz. A aparente paz do império romano foi subjugada por séculos de conflitos, tensões, e guerras sangrentas. A Europa foi um palco tingido de sangue de guerras encarniçadas. O século vinte foi batizado com o século da guerra.
Na primeira Guerra Mundial (1914-1918) 30 milhões de pessoas foram trucidadas. Ninguém podia imaginar que no mesmo palco dessa barbárie, vinte anos depois explodisse outra guerra mundial. A segunda Guerra Mundial (1939-1945) ceifou 60 milhões de pessoas. Foi gasto mais de 1 trilhão de dólares.
Hoje falamos em armas atômicas, nucleares, químicas e biológicas. O mundo está em pé de guerra. Temos visto irmãos lutando contra irmãos e tribo contra tribo na Albânia, Ruanda, Bósnia, Kosovo, Chechênia, Sudão e Oriente Médio. São guerras tribais na África. Guerras étnicas na Europa e Ásia. Guerras religiosas na Europa. A cada guerra, erguemos um monumento de paz para começar outra encarniçada batalha.

b) Os terremotos (v. 7,29)
De acordo com a pesquisa geológica dos Estados Unidos:
a) De 1890 a 1930 – houve apenas 8 terremotos medindo 6.0 na escala Rischter.
b) De 1930 a 1960 – Houve 18.
c) De 1960 a 1979 – 64 terremotos catastróficos.
d) De 1980 a 1996 – mais de 200 terremotos dramáticos.
Só no século XX houve mais terremotos do que em todo o restante da história. Já tivemos terremos no Ceará! 

A natureza está gemendo e entrando em convulsão. O aquecimento do planeta está levando os pólos a um derretimento que pode provocar grandes inundações.
Apocalipse 6 fala que as colunas do universo são todas abaladas. O universo entra em colapso. Tudo o que é sólido é balançado. Não há refúgio nem esconderijo para o homem em nenhum lugar do universo. 

c) As fomes e epidemias (v. 7; Lc 21. )
A fome é um subproduto das guerras. Gastamos hoje mais de um trilhão de dólares com armas de destruição. Esse dinheiro daria para resolver o problema da miséria no mundo. A fome hoje mata mais que a guerra. 
A fome é um retrato vergonhoso da perversa distribuição das riquezas. Enquanto uns acumulam muito, outros passam fome. A fome alcança quase 50% da população do mundo. Crianças e velhos, com o rosto cabisbaixo de vergonha, com ventre fuzilado pela dor da fome estonteante, disputam com os cães leprentos os restos apodrecidos das feiras.
Enquanto isso, as epidemias estão se alastrando e apavorando a humanidade: a gripe aviária na Ásia assusta o mundo, a aftosa no Brasil mexeu com a nossa economia, a AIDS está crescendo a fazendo milhões de vítimas em todo o mundo.

Hoje já não há gripe que se cure com chá de eucalipto e limão. Hoje são 4 os tipos de dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4

CONCLUSÃO
Vendo, lendo, escutando e pregando essas coisas me vem preocupações sim, mas, acima de tudo me vem a certeza de que “perto está o Senhor”!

Davi Silva de Oliveira - PASTOR


Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da COMADECE e CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista.

Contatos
Instagram @pastor_davisilvaoliveira 
Email: davisilvapastor@gmail.com 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Emmanuel Macron é mesmo o anticristo?


Emmanuel Macron seria o anticristo?


Várias pessoas me perguntam o que acho dos rumores recentes de que Emmanuel Macron seria o anti-cristo do final dos tempos. Bem, acho que vi algum título de texto ou vídeo neste sentido, mas nem me interessei em ler ou assistir seu conteúdo. Tive o prazer  de nascer em lar cristão e hoje estou 41 anos de idade. Nesse tempo já vi tantas previsões de fins do mundo por tsunamis, meteoros ou guerras atômicas, tantas marcas da besta, incluindo o código de barras nos anos 80 e os mais recentes chips do Obama, da Dilma, do Temer e da Elma's, e tantos candidatos a anticristo, que fiquei até vacinado contra essa sinistrose. O Youtube elevou à enésima potência a capacidade dos que se empenham em aterrorizar os cristãos.

Se meu conselho valer alguma coisa para você, fique longe desses textos e vídeos de teorias conspiratórias. Você só está ajudando mentirosos e mitômanos a ganharem algum dinheiro com as propagandas que são abundantes nesses canais. Houve uma época que o anticristo era o Mikhail Gorbachev.
E como não poderia ser, se ele tinha até aquela marca na testa? Também já foram diferentes papas de diferentes séculos, e a prova era o que estava escrito (nem me pergunte) na testeira da mitra papal. Até o Lula já foi o anticristo. Apesar que desse aí se espera qualquer coisa mesmo (brincadeirinha).





Vamos deixar algo bem claro.
A revelação do iníquo só acontecerá depois que a Igreja for tirada da terra, e é por isso que não preciso me preocupar com o Macron. Eu ainda não fui arrebatado! Você já foi?

Nos temposmpos de Paulo ainda não existia o Youtube, mas já circulavam boatos assim pela "Web" da época, a rede de estradas romanas que espalhavam informações por todo o Império. Paulo alertou os cristãos da Galácia de "alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo." (Gl 1:7).

Aos irmãos em Tessalônica Paulo alerta dos que pregavam mentiras com a mesma intenção de causar inquietação e insegurança. Eram pregadores que diziam que o "dia de Cristo" ou "dia do Senhor" já estivesse à mão. Mas esse dia é a vinda de Cristo para reinar e só acontecerá no mínimo sete anos depois do arrebatamento da Igreja. A revelação do anticristo se dará também nesse período, na metade do qual ele "se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus" (2 Ts 2:4). Se esse Macron é ou não o anticristo eu não sei e nem me preocupo com isso, pois aguardo pelo Senhor no arrebatamento, e não pelo iníquo na grande tribulação. Vamos à passagem:

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem." (2 Ts 2:1-10).

Quando Paulo escreve "Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele" (2 Ts 2:1) entenda a "vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e nossa reunião com ele" como sendo o arrebatamento. Nessa vinda o Senhor não chega a colocar seus pés nos chãos, mas nós que cremos temos um encontro marcado com ele "nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares" (1 Ts 4:17).

Quando o apóstolo continua dizendo "que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo (ou dia do Senhor) estivesse já perto." (2 Ts 2:2), entenda como sendo o dia quando Cristo vier à terra para julgar as nações, depois do arrebatamento e no final da grande tribulação. É um "dia" de juízo para as nações.

Em João 14:16-17 o Senhor prometeu que o Espírito Santo, que receberiam para morar neles no período da Igreja que começou em Atos 2, nunca mais deixaria o crente. "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, PARA QUE FIQUE CONVOSCO PARA SEMPRE; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.".

Portanto, no tempo atual, o Espírito Santo está indissoluvelmente ligado e associado à Igreja, e onde você encontrar um encontrará o outro. Ele é o que detém a manifestação do anticristo, e por isso ele não será manifesto antes de a Igreja ser tirada da terra juntamente com o Espírito Santo. É por isso que em Apocalipse 22:17 você encontra o clamor em uníssono do Espírito e da Noiva: "E o Espírito e a esposa dizem: Vem.".

Portanto o que Paulo está dizendo em 2 Tessalonicenses é que eles não deviam se inquietar quanto à "vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e  nossa reunião com ele" (2 Ts 2:1), que é o arrebatamento, como se já tivesse acontecido e eles tivessem sido deixados para trás para enfrentarem o "dia de Cristo" (ou "dia do Senhor"), que é quando Cristo descerá para julgar as nações e inaugurar o seu Reino). As tribulações que estavam sofrendo (2 Ts 1:4-7) não deviam ser confundidas com aquelas que precederiam o "dia de Cristo", quando o Senhor Jesus iria vingá-los (2 Ts 1:7).

A prova apresentada aos Tessalonicenses de que esse "dia de Cristo" ainda não tinha chegado era o fato de o anticristo ainda não ter sido manifestado, pois PRIMEIRO devia ocorrer a apostasia ou abandono da verdade, e então seria revelado o "filho da perdição".

O ponto importante em tudo isso é ficar alerta contra os enganadores que não fazem outra coisa senão inquietar os cristãos. O versículo 3 revela que as informações que aqueles cristãos de Tessalônica estavam recebendo não passavam de enganação. Na falta de um Youtube na época, eles usavam de todos os subterfúgios para enganar, por isso Paulo diz para eles não darem ouvidos a esses boatos que chegassem, "quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós" (2 Ts 2:2).

Isso podia significar que alguns estariam dizendo ter recebido uma revelação "do espírito", como é comum ocorrer no meio carismático, que obviamente não vinha do Espírito Santo de Deus, e sim do espírito do homem ou até de algum espírito enganador enviado por Satanás. Também podia ser que tivessem ouvido falar "por palavra", que não passava de boato. Até se tivessem recebido uma carta como sendo de Paulo — e é aí que ele inclui "quer por epístola, como de nós" — porque poderiam estar circulando falsas epístolas já nessa época, como nos séculos posteriores não faltaram livros, evangelhos e cartas espúrias supostamente inspiradas.

Então como nos precavermos desses boatos e teorias conspiratórias que hoje são abundantes na Internet? Aplicando um teste muito simples, porque quando a Palavra de Deus fala da vinda de Cristo para os salvos isso não tem qualquer sentido de terror ou inquietação, mas de alegria e consolo. Para o mundo deve ser terrível sim pensar nestas coisas, mas nunca para um salvo por Cristo, ao qual o Senhor promete guardar da grande tribulação. Esta promessa, juntamente com o alerta contra os falsos professos que declarariam pertencer ao povo de Deus, você encontra aqui:

"Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei. Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Ap 3:9-11).

Em Mateus, ao falar desse tempo que é posterior ao arrebatamento da Igreja, o apóstolo escreve que "nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (Mt 24:21), e isso deve ser motivo de terror para os que tiverem sido deixados na terra.

"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados... Todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória... Nesses dias, dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos!... Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes  e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?" (Lc 21:25-26; Mt 24:30; Lc 23:30; Ap 6:15-17). 

Terrível, não é mesmo? Dizer essas coisas a um incrédulo tem tudo a ver, porque ele não desfruta de segurança alguma de sua salvação. Mas qual o tipo de mensagem que devemos dizer a nossos irmãos quando o assunto é a nossa partida da terra para nos encontrarmos com Cristo nos ares quando ele vier buscar sua Igreja? "Consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (1 Ts 4:18).

Então quando receber de alguém um texto ou vídeo de teorias conspiratórias sobre este assunto, ou sobre a eleição de algum candidato a anticristo — seja ele Emmanuel Macron ou o Chapolim Colorado —, fique atento. Mesmo que sejam prognósticos aterradores da escravização da humanidade que um tal líder possa usar, como os "neural laces", que injetados na corrente sanguínea se alojam no cérebro como computadores de nanotecnologia programáveis, pergunte a si mesmo: "Isto está me inquietando e aterrorizando, ou está me consolando?".

Aí você saberá se deve guardar aquilo ou descartar como puro lixo vindo de "espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência." (1 Tm 4:1-2).

Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da COMADECE e CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista.

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