Mostrando postagens com marcador ESTUDO BÍBLICO\PREGAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESTUDO BÍBLICO\PREGAÇÃO. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de novembro de 2021

Cuidado com o Legalismo

Gálatas 5. 1,13 

Introdução

Inicialmente é importante diferenciar  alguns termos:

1.      Israelita – A pessoa nascida em Israel. O cidadão israelense tem suas leis, suas normas, sua cultura, etc.;

2.      Judeu – É o praticante da religião Judaica (Judaísmo). O Judaísmo tem suas leis, suas normas;

3.      Cristão – A pessoa que quebrou todos os laços de sua religião anterior e agora abraça o Cristianismo, tendo Jesus como Senhor e Salvador. Esse, agora, passa a viver numa nova lei, numa Nova Aliança.

4.      Judaizante – É um judeu que se converte ao Cristianismo, mas que, todavia, continua com as práticas da religião anterior, ou seja, o Judaísmo. Vive um Cristianismo debaixo da lei e das normas judaicas;

5. Legalismo - É a forma de pensar: quanto mais leis, mais moral. Quanto mais normas, mais santidade. Quem bem sabia fazer isso eram os fariseus. Eles impunham ao povo normas e leis a fim de que as pessoas ficassem mais próximas de Deus e de Sua santidade. 

6. Doutrina bíblica - A doutrina bíblica é a verdade fundamental contida na Bíblia. A palavra doutrina vem do grego e significa “ensino”. Com isso, a Bíblia é a palavra de Deus que nos ensina a verdade fundamental para o nosso viver (2 Tm 3.16). Aprendendo as verdades bíblicas, aprendemos doutrina. Destaco algumas doutrinas contidas na Bíblia: A Doutrina das Escrituras Sagradas, A Doutrina de Deus, A Doutrina do Pecado, A Doutrina dos Últimos Acontecimentos, A Doutrina do Pecado, A Doutrina da Salvação, etc.


Muitas igrejas cristãs estão presas em um legalismo farisaico e existem muitos cristãos querendo ser judeus. A verdade é que todo esse cenário tem perturbado e contaminado a fé de muitos. E é sobre esse assunto que Paulo vem nos esclarecer, onde a verdade do Evangelho estava sendo colocada em dúvida, como se a palavra de Deus não fosse suficiente. Vamos ver como o apóstolo Paulo trata a questão do legalismo e da liberdade cristã?


I - A SALVAÇÃO ESTÁ EM UMA PESSOA, CRISTO, E NÃO EM DOGMAS E LEIS


1.1 Paulo queria que os judeus entendessem que a suprema revelação do evangelho está em uma pessoa: Jesus Cristo, e não em códigos de leis, rituais ou costume desse ou daquele grupo religioso. A suprema revelação do evangelho é Jesus Cristo;


1.2 O que os judeus estavam tentando induzir a ideia de que a salvação é obtida pela observância da lei ou diversas provisões da mesma. Isso chama-se legalismo, onde a vida cristão deve ser pautada e governada pela observância da lei. 

O legalismo quer colocar certos costumes como doutrina, escanteando a sã doutrina da Bíblia, como se a Bíblia não fosse suficiente para um viver cristão. Que fique bem claro que os bons costumes são necessários, como: agradecer um favor, cumprimentar as pessoas, ter asseio pessoal, se vestir com decência, etc. Só que aqui no caso de Paulo, é diferente, estão colocando paridade entre certos costumes e a doutrina bíblica;


1.3 Cristo deve ser o centro de nossa fé. As normas existem e são boas e necessárias, mas não como elementos imprescindíveis à salvação. Quem salva é Cristo! Quem morreu na cruz, foi Cristo. Quem escreve nosso nome do Livro da Vida é Cristo. Quem perdoa é Cristo. 

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11.36).

Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9)



II - QUANDO OS USOS E COSTUMES ESTÃO ACIMA DA FÉ EM CRISTO


Há pelo menos três falácias usadas para impôr o legalismo nas igrejas:


  1. Primeira falácia - Há certo tipo de pessoas que precisa de cabrestos e leis proibitivas

  1. Entenda-se que esse tipo de pessoa seja o pobre e o simples financeiramente falando, pois os mais favorecidos, dificilmente a estes são impostas as mesmas exigências. Diga-se de passagem as igrejas-sede cujos membros se vestem bem mais à vontade que os das congregações filiais.

  2. É um argumento em que significa dizer que a pessoa não tem condições de participar do Evangelho da Graça, pois nem a pessoa nem o Evangelho por si só seja capaz de salvar.


Qual a resposta da Bíblia a essa questão? Precisamos mesmo de tais leis proibitivas e cabrestos? 

Deus deseja que sejamos livres: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti”.

Salmos 32:8,9


2. Segunda falácia - Abertura demais resulta em libertinagem.

  1. É a ideia que se deve manter algumas proibições aos irmãos em Cristo para os mesmos não partirem para o extremo da carnalidade.

  2. Era como se a Graça precisasse do reforço da Lei e de normas. Nesse caso a graça não tem poder suficiente, pois precisa de uma força dos homens. 

Qual a resposta da Bíblia a essa questão? Abertura demais gera libertinagem? 

A Bíblia mostra que as proibições tornam-se inócuas na tarefa de santificar o crente: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” Colossenses 2:16,17, 20-23

 

3. Terceira falácia - A salvação vem pela graça, mas a santificação depende de nós.

  1. Era como se Deus tivesse feito sua parte na cruz e agora exige que seus filhos se aperfeiçoem em santidade por conta própria.

  2. Olha que problema: seria uma irresponsabilidade divina se Deus providenciasse, através dos méritos exclusivos de Cristo, a nossa salvação e depois exigisse, por meio de nossos esforços, desenvolvêssemos o que Ele começou. Isso beira à heresia! 


Qual a resposta da Bíblia a essa questão? A santificação depende mesmo do ser humano? 

A obra da salvação é feita em Cristo. A obra da santificação é feita também somente em Cristo! Não há nada que o ser humano faça que o torne mais santo. Tudo tem que ser feito por Cristo! de forma que o segredo não está em eu fazer, mas me entregar. Quanto mais me entrego a Cristo mais Ele me santifica.


III -  ENTENDENDO OS TEXTOS POLÊMICOS USADOS PELOS LEGALISTAS


1. Roupas

Exemplo de calça feminina não dá certo ser usada por homem. Ou vice-versa.


Deuteronômio  22.5: “Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus.

É a passagem preferida daqueles que desconhecem a liberdade em Cristo, mas que defendem a salvação ou a santificação por meio de obra humana. 

Algumas coisas precisam ficar claras a respeito do texto de Moisés. 


A primeira é que existe calça comprida para homem e calça comprida para mulher.

Falo assim, pois alguns entendem que Moisés estaria proibindo o uso de calça comprida pelas mulheres por ser uma indumentária exclusiva aos homens.

Vamos aos fatos. Há calça comprida feita exclusivamente para mulher. Ou seja, é calça de mulher, feita para mulher, logo não é "traje de homem". Pode haver semelhança, como camisas que são semelhantes. Portanto, o homem não deve usar uma calça feita para uso exclusivamente masculino. Nem o oposto. 


A segunda observação que faço é da questão do gênero homossexual. 

Notamos que esta passagem de Deuteronômio 22:5 faz alusão aos que queriam usar as roupas do sexo oposto, talvez numa intenção de homossexualidade, o que é terminantemente pecaminoso na perspectiva judaica bem como neotestamentária.. Leia o que diz: "Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher". Portanto se você é homem use calça de homem, pois fazendo o contrário você estará realizando uma prática da homossexualidade. 


A terceira observação que faço é a da hierogamia.


Alguns povos antigos (mas tem gente na atualidade também) acreditavam que era possível haver união sexual entre mortais e imortais. Havia a hierogamia na perspectiva dos gregos, judaicos, cristãos, etc. Cada um cheia de detalhes e informações intrínsecas ao seu povo e suas crenças. 

Como se dava a hierogamia?¹,² Se dava no ritual de casamento entre o sacerdote e a deusa, no rito de Astarte, comum entre fenícios e filisteus. Um sacerdote se travestia com roupas da deusa (homem se vestindo de mulher), e fazia sexo com outro homem que no caso era outro sacerdote e ambos tinham relações sexuais. Assim, um se passa por mulher e outro se manteria como homem. Então se dava o ritual hierogâmico. Daí eles acreditavam que viria fertilidade na terra.

É muito provável que Deuteronômio 22.5 esteja se referindo não ao uso de calças masculinas e femininas, mas sim, em proibir o povo de Deus fazerem esses custos aos moldes cananeu. O que Deus estava dizendo seria algo tipo “Mulheres não se vistam como homens nem homens se vistam como mulheres para praticarem a hierogamia, pois isso é abominação ao Senhor”. 


¹ S.A, Priberam Informática. Dicionário Priberam. Consultado em 12 de agosto de 2021

² Encyclopedia Britannica. Consultado em 11 de Abril de 2016

2. Jóias e adornos


Texto Um
1a Pedro 3. 3-6 que diz: ”O enfeite delas não seja o exterior, no frisado do cabelo , no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; como sara obedecia a Abraão chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto” 


a) Em momento nenhum tem alguma proibição aqui no texto. Ele não está dizendo que é proibido, ele está mostrando que os adornos não devem ser prioridade, pois existem coisas muito mais superiores para se priorizar como a submissão ao marido por exemplo. 


b) Pedro adverte os cristãos para não se deixar levar por uma gravata bonita, um terno, um vestido, uma joia. Ele não está proibindo o uso de tais objetos. Pedro quer doutrinar os cristãos a não serem admirados pelo mundo pelo o que possuem, pelos seus bens, mas por aquilo que ele é, e o que Deus fez em sua vida. 


Texto Dois

1a Tm 2.9,10: “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras”. 

  1. O apóstolo não tenta proibir, mas mostrar às mulheres que a verdadeira beleza não pode ficar resumida ao estereótipo;

  2. Se jóias fossem pecado  profano, o Senhor jamais compararia sua Igreja a quem usa joias: ”Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias". Isaías 61:10

  3. José usou um colar: ”E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.Gênesis 41:42

Conhecendo um pouco sobre a idoneidade da fidelidade de José, é muito provável que se o uso de colar fosse um pecado José jamais se permitiria usá-lo.

  1. Rebeca usou pulseiras de ouro: ”E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouroGênesis 24:22

Rebeca recebe pulseiras de ouro? Você deve lembrar que ela é um tipo da Igreja né?


Quem sabe em outra ocasião poderemos tratar de cabelos, barba, bigode, etc.


IV - BUSCANDO O EQUILÍBRIO


Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor“. Gálatas 5:13


1. Não podemos confundir liberdade em Cristo com liberdade na nossa carne.

A carne é traiçoeira. Ela é influenciada pelo mal. Nós temos a natureza pecaminosa ainda. Então tudo que formos fazer com a administração da carne vai dar errado! 

Lembre-se que nossa liberdade é em Cristo e não nos prazeres da carne;


2. Não podemos dar ocasião à carne nas roupas, nas joias, no cabelo, etc. Portanto, não se permita dominar por suas vontades provocando sensualidade a terceiros, seja por meio de calça, bermuda, blusa, etc. Procure ter modéstia, decência e simplicidade seja lá no que for usar. Se és mulher e quer usar uma calça use-a de maneira decente. Se és homem, faça o mesmo;


 

3. Não podemos dar ocasião à carne nas pregações quando desprovidas de Cristo. Achava que dá ocasião à carne era só nas questões da sensualidade e sexo? Enganou-se viu. Existem muitos obreiros que se deixam dominar pela carne até nas pregações. Estes pregam textos, sermões, desprovidos de Cristo. Falam mais de si que de Jesus. 


4. Não podemos dar ocasião à carne nas músicas cristãs. Já viram como os regentes (de grupos de louvor, conjunto de mulheres, de jovens) ministros de louvor e músicos em geral estão tão dominados pela carne que não cantam canções que exaltam a Deus? Dá uma olahada lá nas letras. A maioria é a mesma cantiga: “Vou te levantar do chão”, “Vou abrir portas”, “ Teus inimigos serão envergonhados”... Já observou que poucas músicas realmente são de adoração ao Pai, Filho e Espírito Santo? E quantas anunciam a obra da salvação? Quase nenhuma. Isso sim é dar ocasião à carne.


5. Não podemos dar ocasião à carne nos cultos

“Se você usar meios carnais para atrair pessoas para a igreja, você irá atrair pessoas carnais e terá que continuar usando meios carnais maiores ainda para mantê-los na igreja.” (John Piper).

Que meios você está usando no templo e nos cultos? Os meios são o jogo de luz, as danças, as paredes pretas? 


6. Qual o parâmetro então Pastor Davi? Até onde posso ir então? Responda a você mesmo As Quatro Perguntas:

(1)   Isto vai me dominar?

(2)   Isto é espiritualmente proveitoso?

(3)   Isto edifica?

(4)   Isto ajuda ou impede meu próximo a tropeçar?



“Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?” Gálatas 4:16


Davi Silva, Pastor e Teólogo 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

PRESBÍTERO e Suas Atribuições

INTRODUÇÃO
No início da Igreja do primeiro século havia líderes que orientavam os crentes quanto ao Evangelho, bem como à organização e desenvolvimento da igreja local. O Evangelho frutificou na vida das pessoas, e por isso, surgiam cada vez mais novos crentes. Foi necessário, a fim de garantir o discipulado integral da nova pessoa em Cristo, separar crentes idôneos e maduros na fé para cuidarem desse precioso rebanho. Assim, os apóstolos de Cristo passaram a estabelecer presbíteros para zelar pela administração e a vida espiritual da igreja local.
I. A ESCOLHA DOS PRESBÍTEROS NO INÍCIO DA IGREJA 

1. Significado da função. De acordo com a Bíblia de Estudo Palavras-Chave, o termo “presbítero” (do gr. presbyteros) é uma forma comparativa da palavra grega ‘presbys’, “pessoa mais velha”. Como substantivo, e no emprego dos judeus e cristãos, “presbítero” é um título de dignidade dos indivíduos experientes e de idade madura que formavam o governo da igreja local. É um sinônimo de bispo (gr. episkopos, supervisor); de professor (gr. didaskolos); e de pastor (gr. poimēn).

2. A liderança local. O apóstolo Paulo cuidou de organizar a administração das igrejas locais por onde as plantava, separando um grupo de obreiros para tal trabalho. Quando escreve ao seu discípulo, o jovem Tito, Paulo o instrui a estabelecer presbíteros em diversos lugares, de cidade em cidade (Tt 1.4,5,7). Está claro, assim, o aspecto pastoral da função exercida pelos presbíteros nas comunidades cristãs antigas.

3. As qualificações. Em o Novo Testamento, as referências aos presbíteros encontram-se no plural: “presbíteros”, “bispos” ou “anciãos” (At 11.30; 15.2,4,6; 20.17; Tg 5.14; 1Pe 5.1). Como a liderança local era formada por um grupo de irmãos experientes na fé para cuidarem da igreja, a função dos presbíteros era pastoral. Portanto, o presbítero é um pastor, um apascentador de ovelhas! A Palavra de Deus expressa qualificações bem objetivas para o exercício fiel dessa função. Tais qualificações estão descritas em Tito 1.6-9 para presbítero, assim como em 1 Timóteo 3.1-7 para “bispo”, denotando o aspecto sinonímico dos dois termos. Uma leitura atenta das duas listas indica a importância da função e como as igrejas não podem descuidar-se quando da ordenação de pessoas para servi-la. O bom conselho do apóstolo Paulo ainda é a maneira mais segura para se separar obreiros.
II. A IMPORTÂNCIA DO PRESBITÉRIO

1. Significado do termo. “Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (1Tm 4.14). Foi dessa forma que o apóstolo Paulo lembrou Timóteo, aconselhando-o acerca do reconhecimento do ministério do jovem pastor pelo conselho de obreiros. O Novo Testamento classifica esse corpo de obreiro de “presbitério” (gr. presbyterion, substantivo de presbítero, um conselho formado por anciãos da igreja cristã).

2. A atuação do presbitério. No Concílio de Jerusalém, em relação às sérias questões étnicas e eclesiásticas que podiam comprometer a expansão da igreja, os apóstolos e os anciãos (presbíteros) foram chamados para debater e legislar sobre o assunto (At 15.2,6,9-11). Em seguida, os presbíteros foram enviados à Antioquia para orientar os irmãos sobre a resolução dos problemas que perturbavam os novos convertidos: “E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16.4).

3. A valorização do presbitério. O presbitério deve ser valorizado, pois desde os primórdios da Igreja cristã, a sua existência tem fundamento na Palavra de Deus. O rebanho do Senhor será ainda mais bem atendido se o presbitério das nossas igrejas for preparado para uma atuação mais efetiva no governo da igreja e no ministério de ensino, tal como instruiu o apóstolo Paulo: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (1Tm 5.17). O presbitério é de vital importância ao desenvolvimento das igrejas locais e ao bom ordenamento do Corpo de Cristo.
III. OS DEVERES DO PRESBITÉRIO
A Bíblia lista pelo menos cinco deveres e obrigações de um presbítero:

1. Os presbíteros ajudam a resolver conflitos na igreja. "Então alguns que tinham descido da Judeia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão" (Atos 15:1-2). A questão foi levantada e fortemente argumentada, sendo levada em seguida aos apóstolos e presbíteros para uma decisão. Esta passagem ensina que os presbíteros se posicionam em solução de problemas.

2) Eles oram pelos enfermos. "Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor" (Tiago 5:14). Um presbítero biblicamente qualificado tem uma vida piedosa, e "a súplica de um justo pode muito na sua atuação" (Tiago 5:16). Uma das necessidades desse campo é orar para que a vontade do Senhor seja feita, e espera-se que os presbíteros façam isso.

3) Eles devem apascentar a igreja com humildade. "Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória" (1 Pedro 5:1-4). Os presbíteros são líderes designados por Deus para a igreja; o rebanho é confiado a eles. Esses homens não devem liderar para o ganho financeiro, mas por causa de seu desejo de servir e pastorear o rebanho.

4) Eles devem proteger a vida espiritual do rebanho. "Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (Hebreus 13:17) . Este versículo não diz especificamente "presbíteros", mas o contexto trata dos líderes da igreja. Eles são responsáveis pela vida espiritual da igreja.

5) Eles devem passar seu tempo em oração e ensino da Palavra. "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra" (Atos 6:2-4). Isto se refere aos apóstolos, mas podemos ver em 1 Pedro 5:1 que Pedro era tanto um apóstolo quanto um ancião. Este versículo nos mostra também a diferença entre as funções de presbítero e diácono.

Portanto, presbitério é aquele separado para lidar com questões espirituais numa congregação: oração envolvendo unção com óleo, ministrar ceia em residências, preservar o ensino bíblico em EBD, promover ensinamentos sobre família, Espírito Santo, dons espirituais, etc. 

Simplificando, os anciãos devem ser pacificadores, guerreiros de oração, mestres, líderes por exemplo e tomadores de decisões. Eles são os líderes de pregação e ensino da igreja. É uma posição a ser buscada e levada bastante a sério -- leia este aviso: "Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo" (Tiago 3:1).

IV. REQUISITOS QUE DEVEM SEE LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO AO PRESBITÉRIO
Baseado no estatuto de uma certa Assembleia de Deus aqui no Brasil o  candidato a PRESBÍTERO deverá: 

I. Preencher os requisitos bíblicos estabelecidos em Tito 1. 5-9; 
II. Ter 5 anos de membro efetivo; 
III. Ser casado, e sua esposa pertencer a mesma igreja; 
IV. Estar ativo no trabalho do Senhor; 
V. Possuir curso Bíblico Teológico Médio ou Básico reconhecido pelo Conselho de Educação Religiosa da Igreja ou Convenção; 
VI. Ser fiel dizimista, fiel à Igreja e fiel a seu Pastor; 
VII. Vida santificada e consagrada ao Senhor; 
VIII. Certidões Negativas da Justiça Cível e Criminal; e, 
IX. Documentos pessoais exigidos pela secretaria da COMADECE - CPF, RG, Comprovante de Residência, foto 3x4 com paletó e gravata e Certidão de Casamento.

CONCLUSÃO
Vimos que os termos presbítero, bispo e pastor são sinônimos. Os presbíteros, ou bispos, sempre formaram um corpo de obreiros com a finalidade de contribuir para a edificação da igreja local. Eles exercem uma função pastoral. Nas Assembleias de Deus no Brasil, os presbíteros exercem este serviço, pastoreando as congregações. Eles ainda cuidam da execução das principais tarefas da Igreja dando destaque ao ensino da Palavra. Portanto, esses obreiros precisam ser bem selecionados e valorizados pela igreja local.
Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista. 

Contatos
Whatsapp (21) 994778737
Instagram @pastor_davisilvaoliveira 
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100066459433202
Blog: https://davisilvaprofessor.blogspot.com
YouTube:https://www.youtube.com/channel/UC16VuKttU_oV5pDKoMI1sGA
Email: davisilvapastor@gmail.com 

terça-feira, 20 de abril de 2021

O DIÁCONO E SUAS ATRIBUIÇÕES

DIÁCONO E SUAS ATRIBUIÇÕES

I. A NECESSIDADE DO OFÍCIO DIACONAL NA IGREJA

Se Deus estabeleceu este ofício assistencial na igreja foi porque é, de fato, necessário à preservação e desenvolvimento do corpo de Cristo. A igreja visível precisa, portanto do ofício diaconal; e do bom exercício dessa função depende não apenas o bem-estar do corpo e a ordem do culto, como também o bom exercício do ofício pastoral (tanto nas funções de governo, como na de ensino). Pois se os diáconos exercerem com dedicação as suas funções, livrarão os obreiros da igreja, como também seu pastor, de muitas tarefas que podem prejudicar o exercício das funções específicas de supervisão espiritual e ensino da Palavra.
II. AS TAREFAS DIACONAIS SÃO INÚMERAS NUMA IGREJA LOCAL:

(1) NA ÁREA DA MANUTENÇÃO

a) O templo. Há diversas tarefas relacionadas ao acompanhamento das obras de construção, reparos, manutenção, concertos, iluminação, ventilação, limpeza e transporte de cadeiras, etc. Todas elas são de competência dos diáconos.

É atribuição do diácono fazer:
► Reparos de rebocos/emboçar
 ► Pinturas 
► Troca de lâmpadas, telhas, forro, cerâmicas, etc.
► Serviços elétricos, hidráulicos, de zeladoria e outros.

b) Os móveis e utensílios. 
Estes objetos devem ser vistos como santos (separados) ao Senhor. Os diáconos devem zelar por estes sempre. Para isso os diáconos também podem e devem agir como guarda de patrimônio na igreja local não permitindo que crianças risquem paredes ou poltronas, brinquem com os instrumentos musicais, etc. 

O diácono deve providenciar conserto e limpeza de ventiladores ou ar-condicionados, cadeiras, bancos ou poltronas, equipamentos de som como guitarras, contra baixo, teclado, bateria, etc. O bom diácono cuida do som da igreja. 

(2) NA FILANTROPIA

Com relação ao verdadeiro templo do Espírito na nova dispensação, que são os membros e congregados da igreja local, muita coisa pode ser feita para minorar as aflições e angústias dos irmãos enfermos, necessitados e desempregados. Afinal, Cristo morreu por eles, e não é muito, portanto, mas um privilégio poder servir ao corpo de Cristo.

Portanto, cabe ao diácono ajudar na:
► Visita aos enfermos no sentindo de saber e ajudar em suas necessidades. Ao tomar conhecimento das respectivas necessidades, seja de comida, medicamentos, atraso de contas, etc., deve-se, imediatamente levar ao conhecimento da administração que designará a pessoa habilitada e designada para tal suprimento.
► O diácono deve procurar levantar meios de se fazerem cestas básicas afim de suprir as necessidades dos mais desamparados na congregação.

(3) NA ORDEM E DECÊNCIA NO CULTO PÚBLICO

É preciso que os diáconos estejam sempre presentes nas reuniões da igreja, que sejam os primeiros a chegarem e os últimos a sairem para verificarem se tudo está em ordem, que estejam sempre atentos para impedir quaisquer problemas que venham a prejudicar a atenção no culto: providenciar cadeiras, iluminação, evitar o choro ou movimentação de crianças, e mesmo a desatenção e movimentação desnecessária de adultos.

Estas tarefas não precisam e não devem ser todas realizadas pessoalmente pelos diáconos. Eles podem e devem distribuir com a congregação de modo geral, de acordo com a capacidade, habilidades e dons de cada membro, o privilégio do serviço mútuo. A beleza dos jovens está na sua força: usem-nos. Mulheres são auxiliadoras natas; a virtude dos mais idosos está na sabedoria: recorram a eles. E o corpo de Cristo que aqui se congrega crescerá segundo Deus, através do exercício mútuo dos ofícios e dons de cada um de nós, para a Sua glória.

a) Como Porteiros
O ministério de porteiro é uma parte vital de qualquer ministério da igreja. Estes representam a Igreja de uma forma muito visível, e ajudam a definir o tom em preparação para o serviço de adoração, bem como a assistência com o bom funcionamento dentro do serviço.

1. Vista-se apropriadamente para o serviço.
2. Lembre-se você está na "linha de frente", portanto você será uma das primeiras impressões da sua igreja. 
3. Chegando um visitante com criança dê indicações para salas de infantil.
4. Auxilie os visitantes a chegarem aos seus lugares. Nunca os deixe à procura de um lugar para sentar.
5. Esteja na igreja local, pelo menos 30 minutos antes do início do culto, para verificar se o local está pronto para receber a todos. 
6. Se não conseguir cumprir o programado, encontre um substituto.
7. Saiba o que está acontecendo aos arredores. Verifique bêbados, baderneiros, ladrões, etc. Esteja alerta em todos os momentos.
8. Evite longas conversas com quem chega ou até mesmo com seu colega de portaria.
9. Abra os portões, portas, janelas, ligue a iluminação, deixe tudo na frente do templo aberta para quem passar perceber que haverá culto.
10. Seja o último a sair. Não saia sem antes fechar portas, portões, janelas, desligar som. Se perceber que seu pastor ou outro alguém ainda ficará no templo, informe-os que precisará ir embora, mas NÃO SAIA sem antes fechar tudo.
11. Explique à sua família sobre suas responsabilidades e atribuições para que eles tenham paciência em lhe esperar. 

b) Como Zeladores

1. Entender a zeladoria como um ministério tão importante como os demais desenvolvidos na igreja, pois se trata do cuidado e zelo para com a casa de Deus. Esse deve ser o primeiro passo do obreiro.

2. Manter sempre apresentáveis as dependências da igreja, no que se refira à limpeza e arrumação de todos os seus componentes; Apresentar, para discussão, suas ponderações, reclamações ou sugestões a respeito de seu trabalho apenas à administração.

3. Cuidar, junto ao departamento respectivo, pela manutenção em boas condições, do jardim, flores, vasos, plantas e instrumentos outros de ornamentação ou decoração.

4. Fazer uma limpeza absoluta de todas as dependências tais como calçada, piso do templo, poltronas, corredores laterais, banheiros (colocar papel higiênico), etc.

III. REQUISITOS PARA DIÁCONOS E DIACONISAS 

É claro que cada igreja têm suas normas internas bem como seus critérios para as funções da mesma. Todavia, apresento aqui, somente a título de ajuda algumas sugestões ou requisito que se deveria levar em consideração para a escolha de diáconos. 

1. Preencher os requisitos bíblicos estabelecidos em Atos 6;
2. Ser indicado pelo Pastor Dirigente ou do Campo, depois apreciado e aprovado pela congregação;
3. Se casado, sua esposa ou marido deve pertencer a mesma congregação;
4. Ser fiel dizimista, fiel à Igreja e fiel a seu Pastor;
5. Vida santificada e consagrada ao Senhor;
6. O exercício da função de Diácono ou Diaconisa terá a duração de 12 (doze) meses, podendo ser renovado por igual período depois de se ver seu desempenho tendo êxito e suas obrigações sendo cumpridas;
7. Certidões Negativas da Justiça Cível e Criminal; e,
Documentos pessoais exigidos pela secretaria da igreja - CPF, RG, Comprovante de Residência, foto 3x4 com paletó e gravata e Certidão de Casamento (se casado(a)).

Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista. 
Contatos
Whatsapp (21) 994778737
Instagram @pastor_davisilvaoliveira 
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100066459433202
Blog: https://davisilvaprofessor.blogspot.com
YouTube:https://www.youtube.com/channel/UC16VuKttU_oV5pDKoMI1sGA
Email: davisilvapastor@gmail.com 

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO - Auxilio Para Pregadores


A DOUTRINA DO ARREBATAMENTO

INTRODUÇÃO - A Bíblia é o único livro em todo mundo credenciado por Deus a revelar os acontecimentos futuros, exatamente porque se trata de um livro escrito sob a inspiração divina do Espírito Santo e somente Deus tem domínio completo e conhecimento de todo o futuro, incluindo a eternidade. Da Bíblia tiraremos então algumas importantes informações acerca do Arrebatamento da Igreja.

I – QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO “SEGUNDA VINDA DE CRISTO”?

Como Jesus já veio ao mundo uma vez, onde cumpriu o que estava predito nas Escrituras, virá segunda vez. 

A segunda vinda de Cristo é um evento duplo. Devemos saber distinguir os dois aspectos da segunda vinda. O tempo entre o arrebatamento da Igreja e a volta visível de Cristo. A distinção entre a vinda ‘até’ às nuvens (I Ts 4.16,17) e a vinda ‘com’ as nuvens (Ap 1.7).

Primeiramente Ele virá para:
► Ressuscitar e levar a todos quantos morreram salvos, bem como aqueles que, ainda vivos, estiverem preparados, como ensina a palavra de Deus. A isso chamamos de arrebatamento.
► Depois haverá sua segunda e definitiva fase após o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro (assuntos que serão tradados posteriormente). Se comparado com tempo aqui na terra o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro correspondem a um período de apenas sete anos, mas na verdade em sua realização literal será um período imenso, pois não serão contados dias ou meses ou anos, posto que esses acontecimentos ocorrerão dentro de uma dimensão espiritual, que não está sujeita às limitações do tempo. Mas tendo se passado esses  7 anos em que Jesus estará com aqueles que foram levados, então Ele virá novamente à Terra. Esta é a segunda fase de volta de Cristo.

II – DIFERENÇAS ENTRE A VINDA DE CRISTO PARA O ARREBATAMENTO E A VINDA DE CRISTO COM PODER E GRANDE GLÓRIA


(1) No Arrebatamento, os crentes vão se encontrar com o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:17) para participarem do Tribunal de Cristo e, posteriormente serão levados ao Céu para participarem das Bodas do Cordeiro (assuntos que serão tradados posteriormente).  Já na Segunda Etapa de Sua Vinda, os crentes vão retornar com o Senhor à terra (Apocalipse 19:14) para implantar o Milênio (assunto que será tradado em separado).
 
(2) O arrebatamento ocorre antes da Grande Tribulação (1 Tessalonicenses 5:9; Apocalipse 3:10). Já a Segunda Etapa de Sua Vinda ocorre depois do grande e horrível período da Tribulação (Apocalipse capítulos 6-19).
 
(3) O Arrebatamento é a remoção dos crentes da terra como um ato de libertação  definitiva (1 Tessalonicenses 4:13-17; 5:9). A Segunda Etapa de Sua Vinda inclui a remoção dos incrédulos como um ato de julgamento definitivo (Mateus 24:40-41).

(4) O Arrebatamento vai ser “secreto” e instantâneo, será como “um piscar de olhos”, “como a chegada de um ladrão”, “como um relâmpago que sai do oriente e se mostra imediatamente no ocidente” (1 Coríntios 15:50-54). A Segunda Etapa de Sua Vinda vai ser visível a todos, de forma “que todo olho O verá”. (Apocalipse 1:7; Mateus 24:29-30).

III – FATOS PROEMINENTES QUE ACONTECERÃO NO MOMENTO DO ARREBATAMENTO

1. Haverá a ressurreição dos justos.

(A) Atente que eu disse ressurreição dos JUSTOS e não de todos os mortos, pois os ímpios mortos só haverão de ressuscitar no dia do Juízo Final.
    
(B) Há, na Bíblia, duas ressurreições: a dos justos e a dos injustos, havendo um intervalo de mil anos entre elas (Dn 12.2; Jo 5.28,29; Ap 20.5).

(C) Como ressuscitam os mortos? Em que corpo vêm?
Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Para eles, após a morte, a alma continua, mas o corpo acaba-se definitivamente.  Os filósofos epicureus, por sua vez, também acreditavam que a morte tinha a última palavra e punha fim à carreira humana. A igreja de Corinto, influenciada pela cultura grega, estava vivendo uma crise de fé, pensando que os mortos em Cristo não tinham esperança de ressurreição. Para esclarecer esse ponto, Paulo escreveu o robusto capítulo 15 na primeira carta aos corintos, mostrando que a ressurreição é um fato incontroverso a começar pela de Cristo (15.1-11), uma verdade essencial da fé cristã (15.12-19). 
Vamos tratar aqui da natureza da ressurreição. Uma pergunta foi feita naquela época e ainda é feita hoje: “Como ressuscitam os mortos? Em que corpo vêm?” (15.35). Para responder a essa pergunta, Paulo usa três figuras: a figura da semente (15.36-38), a figura da carne (15.39) e a figura dos astros (15.40,41). Limitar-nos-emos à figura da semente. O corpo é como uma semente, que ao morrer e ser sepultado, é semeado no ventre da terra, mas ao ressurgir, embora mantenha a mesma identidade, será um corpo totalmente novo. Ao mesmo tempo que há continuidade, há, também, descontinuidade. Vejamos:
Em primeiro lugar, semeia-se na corrupção, ressuscita-se na incorrupção (15.42). Nosso corpo hoje nasce, cresce, envelhece e morre. O tempo vai esculpindo em nosso corpo rugas indisfarçáveis. Ficamos cansados, doentes. Nosso corpo está sujeito às fraquezas e doenças. É surrado pelas intempéries do tempo e pela ação das enfermidades. Mas, o corpo da ressurreição não estará mais sujeito à corruptibilidade, ou seja, jamais ficará cansado, enfermo ou senil. Será um corpo perfeito, sem defeito, com absoluto vigor.
Em segundo lugar, semeia-se em desonra, ressuscita-se em glória (15.42). Nosso corpo hoje é escravizado por pecados, vícios e mazelas de toda sorte. Sofre o golpe da nossa insensatez e recebe a paga do nosso pecado. Nosso corpo fica desfigurado pela iniquidade, abatido pela doença e sem qualquer beleza ou fulgor por causa do peso dos anos que nos esmaga. Porém, o corpo da ressurreição brilhará como as estrelas no firmamento. Jamais ficará envelhecido ou cansado. Será um corpo semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus (Fp 3.21).



Em terceiro lugar, semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder (15.43). Nosso corpo tem muitas fraquezas. Temos limitações intransponíveis. Todavia, o corpo da ressurreição será um corpo poderoso. Não terá limitações. Quando Jesus ressuscitou e recebeu um corpo de glória, ele entrava numa casa fechada sem precisar abrir a porta. Ele saía de Jerusalém e aparecia na Galileia sem precisar percorrer essa longa distância. Ele foi assunto aos céus entre nuvens. Assim será o corpo que recebemos na ressurreição, um corpo poderoso!
Em quarto lugar, semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual (15.44). O nosso corpo foi feito do pó, é pó e voltará ao pó. Nosso corpo é terreno e não pode sobreviver senão nesse ambiente. Porém, o corpo da ressurreição será um corpo espiritual e celestial, completamente governado pelo nosso espírito glorificado. Então, habitaremos os novos céus e a nova terra. Reinaremos com Cristo e o serviremos pelo desdobrar da eternidade. Assim como no corpo terreno trazemos a imagem do primeiro Adão, em nosso corpo espiritual traremos a imagem de Jesus, o segundo Adão, a imagem do celestial. Oh, quão belo, quão perfeito e quão glorioso será o nosso corpo! Assim nem ao pecado estaremos mais sujeitos, pois toda nossa natureza será literal e tremendamente transformada.
2. Os salvos, que estiverem  vivos no momento do arrebatamentos, literalmente desaparecerão da terra.
No dia do arrebatamento acontecerão grandes acidentes - Carros desgovernados, aviões, trens, metrôs, fogões ficarão acesos, tudo o que tem controle do homem estará sem controle se a pessoa que a dirigia era um crente salvo, pois este desaparecerá da terra e subirá ao encontro do Senhor Jesus Cristo que estará nos ares (1 Tessalonicenses 4.17). Vale salientar que estes também passarão pelo processo da transformação do corpo, a mesma ocorrida na ressurreição dos mortos em Cristo.
                                     
Observação: Após o arrebatamento a igreja será levada em algum lugar reservado nos ares para participar do Tribunal de Cristo. Em seguida será leva ao Ceú, habitação do Pai, para participar da celebração das Bodas do Cordeiro. Para mais explicações sobre esses e outros assuntos como A Grande Tribulação, O Milênio, O Juizo Final e etc., adquira a apostila “Os 7 Acontecimentos do Futuro” com o Pr. Davi Silva de Oliveira.


IV – SINAIS QUE COMPROVAM QUE O ARREBATAMENTO DA IGREJA ESTÁ PRESTE A ACONTECER

1. Sinais na esfera RELIGIOSA (Mateus 24)

a) A tribulação (9,10)
Embora creia que igreja NÃO passará pela Grande Tribulação (mas respeito a opinião dos divergem sobre esse assunto) tenho a consciência que ela haverá de enfrentar, antes do arrebatamento, tempos de angústia e dor.
A perseguição religiosa (v. 9,10) tem estado presente em toda a história: os judaizantes, os romanos, a intolerância romana, os governos totalitários, o nazismo, o comunismo, o islamismo, as religiões extremistas. No século vinte tivemos o maior número de mártires da história. Creio que por meio do sistema politico a igreja passará por grades perseguições e aflições.

b) A apostasia (v. 4,5,23-26)
É significativo que o primeiro sinal que Cristo apontou para a sua segunda vinda tenha sido o surgimento de falsos messias, falsos profetas, falsos cristãos, falsos ministros, falsos irmãos, pregando e promovendo um falso evangelho nos últimos dias. Cristo declarou que um falso cristianismo vai marcar os últimos dias. Estamos vendo o ressurgimento do antigo gnosticismo, de um novo evangelho, de um outro evangelho, de um falso evangelho nestes dias.

A segunda vinda será precedida por um abandono da fé verdadeira. Eu não disse que será de abandono à igreja, mas sim de abandono à fé cristã e seus verdadeiros ensinos. O engano religioso vai estar em alta. Novas seitas, novas igrejas, novas doutrinas se multiplicarão. Haverá falsos profetas, falsos cristos, falsas doutrinas e falsos milagres.
Vivemos hoje a explosão da falsa religião. O Islamismo domina mais de um bilhão de pessoas. O Catolicismo Romano também tem um bilhão de seguidores. O Espiritismo Kardecista e os cultos afro-brasileiros proliferam-se. As grandes religiões orientais: Budismo, Hinduísmo mantém milhões de pessoas num berço de cegueira espiritual.
As seitas orientais e ocidentais têm florescido com grande força. Os desvios teológicos são graves: Liberalismo, Misticismo, Sincretismo. Grandes seminários que formaram teólogos e missionários hoje estão vendidos aos liberais. Muitas igrejas históricas já se renderam ao liberalismo. Há igrejas mortas na Europa, na América e no Brasil, vitimadas pelo liberalismo. 

c) A depravação moral (v. 12)
A iniqüidade vai se multiplicar e o amor esfriar. O mundo vai estar sem referência, perdido, confuso, sem balizas morais, sem norte ético. Vai existir a desintegração da família, a falência das instituições, o colapso dos valores morais e espirituais. 
A corrupção moral está presente nas cortes. As instituições estão desacreditadas. Os parlamentos estão sem autoridade moral. A corrupção religiosa é alarmante. O sagrado está sendo vendido.
A depravação moral pode ser vista:
a) Revolução sexual – homossexualismo, infidelidade, falta de freios morais.
b) Rendição às drogas – juventude chafurdada no atoleiro químico.
c) Dissolução da família – divórcio do cônjuge e dos filhos.
d) Violência urbana – As cidades tornaram-se campo de barbárie.
e) A solidão – No século da comunicação e da rapidez dos transportes, as pessoas estão morrendo de solidão, na janela virtual do mundo, a Internet.

2. Outros Sinais

a) As guerras (v. 6,7)

Desde 1945, após a segunda guerra mundial, o número de guerras tem aumentado vertiginosamente. Registra-se mais de 300 guerras desde então, na formação de nações emergentes e na queda de antigos impérios. A despeito dos milhares de tratados de paz, os últimos cem anos foram denominados do ‘século da guerra’. Nos últimos cem anos já morreram mais de 200 milhões de pessoas nas guerras.
Segundo pesquisa do Reshaping International Order Report quase 50% de todos os cientistas do mundo (500.000) estão trabalhando em pesquisas de armas de destruição. Quase 40% dos recursos das nações são colocadas na pesquisa e fabricação de armas. Falamos de paz, mas gastamos com a guerra. Gastamos mais de um trilhão de dólares por ano em armas e guerras. Poderíamos resolver o problema da fome, do saneamento básico, da saúde pública e da moradia do terceiro mundo com esse dinheiro.
O mundo está encharcado de sangue. Houve mais tempo de guerra do que de paz. A aparente paz do império romano foi subjugada por séculos de conflitos, tensões, e guerras sangrentas. A Europa foi um palco tingido de sangue de guerras encarniçadas. O século vinte foi batizado com o século da guerra.
Na primeira Guerra Mundial (1914-1918) 30 milhões de pessoas foram trucidadas. Ninguém podia imaginar que no mesmo palco dessa barbárie, vinte anos depois explodisse outra guerra mundial. A segunda Guerra Mundial (1939-1945) ceifou 60 milhões de pessoas. Foi gasto mais de 1 trilhão de dólares.
Hoje falamos em armas atômicas, nucleares, químicas e biológicas. O mundo está em pé de guerra. Temos visto irmãos lutando contra irmãos e tribo contra tribo na Albânia, Ruanda, Bósnia, Kosovo, Chechênia, Sudão e Oriente Médio. São guerras tribais na África. Guerras étnicas na Europa e Ásia. Guerras religiosas na Europa. A cada guerra, erguemos um monumento de paz para começar outra encarniçada batalha.

b) Os terremotos (v. 7,29)
De acordo com a pesquisa geológica dos Estados Unidos:
a) De 1890 a 1930 – houve apenas 8 terremotos medindo 6.0 na escala Rischter.
b) De 1930 a 1960 – Houve 18.
c) De 1960 a 1979 – 64 terremotos catastróficos.
d) De 1980 a 1996 – mais de 200 terremotos dramáticos.
Só no século XX houve mais terremotos do que em todo o restante da história. Já tivemos terremos no Ceará! 

A natureza está gemendo e entrando em convulsão. O aquecimento do planeta está levando os pólos a um derretimento que pode provocar grandes inundações.
Apocalipse 6 fala que as colunas do universo são todas abaladas. O universo entra em colapso. Tudo o que é sólido é balançado. Não há refúgio nem esconderijo para o homem em nenhum lugar do universo. 

c) As fomes e epidemias (v. 7; Lc 21. )
A fome é um subproduto das guerras. Gastamos hoje mais de um trilhão de dólares com armas de destruição. Esse dinheiro daria para resolver o problema da miséria no mundo. A fome hoje mata mais que a guerra. 
A fome é um retrato vergonhoso da perversa distribuição das riquezas. Enquanto uns acumulam muito, outros passam fome. A fome alcança quase 50% da população do mundo. Crianças e velhos, com o rosto cabisbaixo de vergonha, com ventre fuzilado pela dor da fome estonteante, disputam com os cães leprentos os restos apodrecidos das feiras.
Enquanto isso, as epidemias estão se alastrando e apavorando a humanidade: a gripe aviária na Ásia assusta o mundo, a aftosa no Brasil mexeu com a nossa economia, a AIDS está crescendo a fazendo milhões de vítimas em todo o mundo.

Hoje já não há gripe que se cure com chá de eucalipto e limão. Hoje são 4 os tipos de dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4

CONCLUSÃO
Vendo, lendo, escutando e pregando essas coisas me vem preocupações sim, mas, acima de tudo me vem a certeza de que “perto está o Senhor”!

Davi Silva de Oliveira - PASTOR


Davi Silva é Pastor no estado do Rio de Janeiro; Membro da COMADECE e CGADB; Bacharel e Professor de Teologia; Palestrante; Conferencista.

Contatos
Instagram @pastor_davisilvaoliveira 
Email: davisilvapastor@gmail.com